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A data remete ao Massacre da Sé, ocorrido em agosto de 2024 e tem como objetivo dar visibilidade e dignidade a quem vive nas ruas
20 de Ago, 2026
2 min de leitura
Movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pessoas em situação de rua se reuniram na avenida Hercílio Luz, centro de Florianópolis, para um ato público de mobilização pelo Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, realizado na quarta-feira (19/08).
O encontro contou com atendimento da Defensoria Pública da União, que ofereceu orientações e suporte jurídico, distribuição gratuita de 150 marmitas, além de frutas e água, entregues pela Cozinha Solidária do Ribeirão da Ilha, que atua dentro Centro de Integração Social (CIS) Santa Dulce, na Vila Aparecida. Também foi realizada uma roda de conversa e produção de cartazes juntamente com os movimentos sociais e a leitura de uma Carta Aberta à sociedade e ao poder público, manifestando as necessidades da população de rua, que reivindica moradia, água potável e segurança alimentar.
Para Marcelo Schaefer, coordenador do Movimento Nacional em Defesa da População em Situação de Rua em Florianópolis, este dia não é uma comemoração, é um dia de conscientização e luta: “muita gente que nós conhecemos acabou morrendo por conta do descaso do poder público. A maior violência que sofremos diariamente é a invisibilidade”.
A coordenadora do equipamento Monte Cristo do Projeto Cidadania POPRua da Cáritas Regional SC, Saritty Rocha de Azambuja destaca que “a nossa presença neste ato manifesta a nossa união a esta luta em busca de maior dignidade, proteção e segurança alimentar e pela garantia de direitos das pessoas em situação de rua”. O Projeto Cidadania POPRua visa fortalecer o acesso a direitos, acolhimento e inclusão social para pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. O trabalho integra esforços realizados por diferentes instituições e serviços que atuam no enfrentamento das vulnerabilidades sociais no município.
O dia 19 de agosto foi oficializado como Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua em memória a Chacina da Praça da Sé, que aconteceu em 2004. Na ocasião, 15 pessoas em situação de rua foram agredidas enquanto dormiam; sete morreram e oito ficaram gravemente feridas. O objetivo é combater a invisibilidade, a violência e a aporofobia (aversão ou ódio aos pobres).
Dados recentes do Cadastro Único (CadÚnico), divulgados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), indicam que mais de 11 mil pessoas vivem em situação de rua nos principais municípios do estado. Somente em Florianópolis, a plataforma ObservaDH registrou, em 2025, cerca de 3.678 pessoas nessa condição.
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