Usamos cookies essenciais para o funcionamento do site (sempre ativos) e cookies de análise para entender como você usa a plataforma e melhorar sua experiência. Você pode escolher quais tipos de cookies aceitar. Saiba mais em nossa .

A teoria da internet morta é uma teoria da conspiração que está se tornando cada vez mais real. Se você conhece ela, eu acredito que esteja tão preocupado quanto eu, se não conhece, é só continuar lendo.
18 de Out, 2025 • 5 mêss atrás
A teoria da internet morta é uma teoria que surgiu no 4chan, um fórum de posts anônimos lá no início dos anos 2010. O que antes era apenas uma teoria maluca da conspiração, hoje é uma preocupação real.
O argumento da teoria é de que, em alguns anos, as interações na internet serão feitas em sua grande maioria de forma artificial, ou seja, pelos Bots. E por isso a internet seria considerada morta, já que a maioria dessa interação por aqui seria falsa. A data de morte da internet teria sido o ano de 2016.
A teoria ainda afirma que isso tudo seria algo feito de forma proposital, feita pelos governos como uma forma de controle de massa.
O que parece ser um ótimo roteiro de filme de ficção científica está cada vez mais perto de se tornar realidade.
Um bot realmente não tem tamanha capacidade de controle ou criação, mas as inteligências artificiais sim. As IAs generativas estão tomando conta da internet, sejam em vídeos fofos de crianças com animais ou com o famoso Jesus camarão que invadiu o facebook.
O jesus camarão surgiu porque as Ias generativas viram que os posts com Jesus tinham muitos likes (e eu vou chutar que os de pesca também), juntou esses dois temas e começou a criar essas imagens pra lá de cômicas e um tanto quanto traumatizantes. Além disso, as IAs se retroalimentam, ou seja, elas consomem os conteúdos de outras IAs e delas próprias, o que no final só aumenta toda a esquisitice.
Como se não pudesse ficar pior, muitas pessoas nem se tocam de que o conteúdo é feito por IA, e pensam que é um trabalho real ou uma foto mesmo. Isso acontece muito no Facebook, onde os usuários são mais velhos e acabam tendo mais dificuldade de perceberem que o conteúdo não é orgânico.
O engajamento nas redes sociais é algo a parte. Com algorítimos (IAs) cada vez mais complexos e difíceis de acompanhar e entender, uma parte da interação nas páginas por aqui no Instagram e no Facebook são interações de Bots. Tenho certeza que você já teve um comentário em uma foto sua de uma “modelo” ou de alguma conta divulgando o jogo do tigrinho, ou até mesmo alguma marcação estranha nos comentários de uma foto de algum sorteio que era muito bom pra ser verdade. Nós já vivemos com essas interações de bots há anos e isso só está aumentando cada vez mais.
Um dos grandes responsáveis pelo crescimento de bots na internet é o Twitter (me recuso a chamar de X), você pode entrar em vários posts virais agora e lá vai ter vários comentários sem sentido, alguns apenas repetindo o comentário mais curtido, outros até com mais sentido já que os bots aprendem com o passar do tempo, mas no final, aquele lugar está funcionando quase que automatizado.
Esses bots tomando conta de tudo não é só ruim pra nós, criadores de conteúdo, como também para os anunciantes que perdem dinheiro anunciando em páginas das quais a maioria do engajamento vai ser artificial.
Ainda tem um relatório de 2022 da agência europeia de aplicação da lei Europol do qual os especialistas acreditam que até 90% do conteúdo online poderá ser sinteticamente gerado até 2026.
Com o segundo mandato do Trump, grandes CEOs das Bigtechs anunciaram o seu apoio ao POTUS e algumas medidas foram tomadas. Como já sabemos, o twitter já está tomado de bots e fake news, o Mark Zuckerberg (dono da Meta) disse que iria tomar algumas medidas um tanto quanto estranhas.
O sistema de verificação de Fact Checking foi oficialmente descontinuado nos EUA e o modelo de “notas de comunidade” foram implementados, ou seja, os próprios usuários dos apps da Meta que iriam decidir o que era real ou não, e não toda uma equipe de jornalistas que estudaram para isso. (Lembrando que a maioria dos usuários da meta, principalmente usuários do facebook, não sabem nem que a foto do Jesus camarão é criada artificialmete), mas a empresa disse que a equipe treinada continuará trabalhando em casos mais graves.

“É hora de voltar às nossas raízes em torno da liberdade de expressão. Estamos substituindo verificadores de fatos pelo [recurso] notas da comunidade, simplificando nossas políticas e focando em reduzir erros”, disse Zuckerberg.
A vida aqui nas redes sociais tem ficado cada vez mais difíceis e aparentemente não vai ser agora que isso vai mudar.
O que nos resta é talvez migrar para outras plataformas e ficarmos cada vez mais atentos ao que estamos lendo, consumindo e produzindo.
Podem ler esse post nas redes sociais pelo link: https://www.instagram.com/p/DFySfHlRW8-/?igsh=MjltbG1qbDY2NXE1
Se quiser ver mais posts como esse em primeira mão, é só me seguir no @clarity_.news
Entre ou crie uma conta gratuita para ver os comentários, participar das discussões e interagir com outros leitores.



