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Piastri recebeu uma punição de 10 segundos por uma manobra que resultou em um toque entre três carros e no abandono de Charles Leclerc.
12 de Nov, 2025 • 4 mêss atrás
A largada do GP de São Paulo foi marcada por caos e pelo primeiro, de dois, safety cars em pista. Lance Stroll provocou um acidente com Gabriel Bortoleto, que abandonou sua primeira corrida em casa. O safety car precisou entrar para guiar os pilotos em fila até a rota alternativa, permitindo a retirada do carro da Sauber.
Quando o safety car deixa a pista, o piloto em primeiro é quem dita o ritmo da relargada, a partir da linha branca no início do primeiro setor do circuito. Portanto, Lando Norris foi quem puxou a fila e definiu o momento em que a corrida recomeçou. Assim que o britânico acelerou, o pelotão reagiu e, no meio dessa disputa por posições, aconteceu o segundo DNF da corrida.
Oscar Piastri, que largou em quarto, tentou aproveitar o momento da relargada para saltar para segundo, arriscando uma ultrapassagem dupla. Charles Leclerc, em terceiro, também tentava atacar Kimi Antonelli, o segundo colocado. Os três acabaram lado a lado: Antonelli no meio, Leclerc por fora, mantendo um carro de distância para evitar contato, e Piastri por dentro.
A manobra que o australiano tentou é conhecida como dive bomb, quando o piloto se lança na freada para ganhar a posição. Antonelli, no entanto, não cedeu, e ao chegarem à curva, Piastri foi forçado a frear com força, travou os pneus e atingiu Antonelli, que foi lançado contra Leclerc. O impacto jogou o carro da Ferrari no muro, quebrando a direção e arrancando uma das rodas.
A FIA acionou o Virtual Safety Car, e Piastri chegou a ficar em segundo lugar momentaneamente, já que Antonelli perdeu posição após o toque. A direção de prova, então, abriu investigação e penalizou o piloto da McLaren com 10 segundos.
O documento oficial aponta que a punição foi aplicada com base no Apêndice L, Capítulo IV, Artigo 2 (d) do Código Internacional de Esporte da FIA, que estabelece:
“Causar uma colisão, a repetição de erros graves ou a demonstração de falta de controle sobre o carro (como sair da pista) será reportado aos Comissários Desportivos e poderá acarretar a imposição de penalidades, incluindo, mas não se limitando à, desclassificação de qualquer piloto envolvido.”
Os comissários concluíram que Piastri foi o responsável pelo incidente, uma vez que a preferência da curva era de Antonelli. Mesmo com espaço à sua direita, as imagens mostram que, na entrada da curva 1, ambas as rodas dianteiras do carro da Mercedes estavam à frente das do carro de Piastri. De acordo com as regras, se o eixo frontal do carro atacante não estiver paralelo ou à frente do carro defendendo, a preferência é do piloto à frente, e a ultrapassagem por dentro é considerada indevida.
O documento oficial descreve:
“Os Comissários revisaram as evidências de vídeo e as imagens onboard.
Durante a relargada na volta 6, o carro 81 (Oscar Piastri) tentou ultrapassar o carro 12 (Kimi Antonelli) pelo lado interno da curva 1.
Ao fazê-lo, PIA não cumpriu o necessário para completar a ultrapassagem antes e durante o ápice da curva, já que seu eixo frontal não estava paralelo ao espelho do carro 12, conforme definido nas Condutas de Pilotagem para ultrapassagens pelo lado interno.
PIA travou os freios tentando evitar o contato, mas sem sucesso, atingindo ANT. O impacto causou um toque secundário com o carro 16 (Charles Leclerc), que estava por fora e foi forçado a abandonar a corrida.
PIA foi, portanto, o principal responsável pela colisão. Uma penalização de 10 segundos e 2 pontos na superlicença foram considerados apropriados e consistentes com precedentes recentes.”
Seguindo o regulamento, a McLaren não pôde recorrer. A FIA só aceita pedidos de revisão caso a equipe apresente novas evidências, o que não ocorreu, já que as imagens e a telemetria confirmaram a infração às Condutas de Pilotagem.
Mesmo que houvesse contestação, por se tratar de uma penalização aplicada durante a prova, Piastri seria obrigado a cumpri-la no pitlane e, caso não o fizesse, receberia outra punição adicional.
Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, afirmou que considerou a punição excessiva e que Antonelli também deveria ter sido investigado:
“É verdade que vimos uma pequena travada das rodas, mas ele manteve a trajetória, e isso é o que realmente importa. [...] Acho que a responsabilidade deveria ser compartilhada com Kimi, porque ele sabia que Oscar estava por dentro, e a colisão poderia ter sido evitada. [...] No geral, foi uma punição dura demais para considerar Oscar totalmente culpado.”
Já Piastri, ao ser questionado após a corrida, manteve sua postura confiante:
“Eu estava firmemente no apex, sobre a linha branca. Não tinha como ir mais à esquerda e também não posso simplesmente desaparecer. A decisão é o que é. Foi um dos vários momentos difíceis de hoje, mas não teria feito nada diferente se tivesse outra chance.”
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