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Este fim de semana deve ser a corrida mais fria da temporada 2025
21 de Nov, 2025 • 5 mêss atrás
O TL1 do GP de Las Vegas contou com Charles Leclerc liderando a sessão com o tempo de 1:34.802, usando pneus médios. A Ferrari costuma se destacar em pistas de baixa aderência, exatamente o caso de Las Vegas. Em 2024, Leclerc terminou a corrida em quarto lugar, e em 2023 chegou ao pódio, cruzando a linha de chegada na segunda posição.
O restante do top 3 foi surpreendente, com Alex Albon em segundo e Yuki Tsunoda em terceiro, superando inclusive seu companheiro de equipe, Max Verstappen. Apesar de o resultado do treino não ter peso competitivo, este foi o melhor desempenho de Tsunoda na temporada, indicando um bom momento para o segundo piloto da Red Bull, que ainda não tem contrato para 2026.
Já a McLaren enfrentou novamente seu velho problema em pistas com retas muito longas: perda de desempenho por conta do alto arrasto aerodinâmico. O carro não alcança boa velocidade de reta porque não consegue cortar o ar de forma eficiente o suficiente. Em Las Vegas, a reta de 1,9 km no setor 2 evidencia essa limitação, é exatamente onde os dois pilotos mais perdem tempo.
Esse é um problema histórico para a McLaren, que tentou amenizá-lo com atualizações no GP de Monza. Ainda assim, Vegas segue sendo uma pista difícil para a equipe britânica. Seu melhor resultado por lá é o sexto lugar de Lando Norris em 2024.
Por ser um circuito de rua, Las Vegas apresenta desafios adicionais: a pista permanece aberta ao trânsito entre as sessões, o que contribui para a baixíssima aderência. A situação fica ainda pior com as temperaturas extremamente baixas deste fim de semana, já que o asfalto é naturalmente muito liso. Os pontos de frenagem são delicados e específicos, sem margem para erros e, por isso, diversos pilotos escaparam da pista durante o treino, especialmente na curva após a reta principal. Ali, eles chegam em altíssima velocidade e precisam frear forte para contornar a curva, o que aumenta as chances de deslize.
Outro problema em Vegas é o aquecimento dos pneus. A pista não aquece o composto de forma uniforme, exigindo muitas vezes duas voltas de preparação antes de uma volta rápida. Isso torna o traçado ainda mais traiçoeiro e contribui para grids de largada atípicos, com equipes inesperadas na frente e outras mais fortes ficando para trás, como aconteceu em 2024, quando Pierre Gasly, da Alpine, largou em terceiro lugar.
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