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Lewis Hamilton, George Russell e Fernando Alonso questionam decisões da FIA após manobras irregulares não serem punidas
27 de Out, 2025 • 6 mêss atrás
A largada do GP do México, realizado no último domingo, 26 de outubro, foi caótica. O Autódromo Hermanos Rodríguez possui a maior distância entre a linha de largada e a primeira curva do calendário, e é conhecido por ser difícil manter a liderança saindo da pole position, por se tratar de uma reta longa, o vácuo costuma favorecer os pilotos que largam das posições logo atrás. No entanto, a corrida deste ano fugiu completamente do esperado.
Lando Norris conseguiu chegar à primeira curva mantendo a liderança, mesmo após Charles Leclerc momentaneamente assumir a frente ao sair da pista e ganhar vantagem. O monegasco seguiu o regulamento e devolveu a posição antes que qualquer um processasse a confusão que acontecia atrás. Com isso, Norris e Leclerc seguiram suas corridas tranquilamente, enquanto o caos se desenrolava no pelotão intermediário.
Imagens recuperadas de outros ângulos, porém, levantaram dúvidas: Leclerc também poderia ter devolvido a posição a Lewis Hamilton, que estaria em segundo naquele momento, já que o piloto da Ferrari só chegou a liderar por ter cortado a pista. O caso, no entanto, não chegou a ser investigado, mesmo após a F1 TV comentar a manobra no pós-corrida.
Em meio a essa disputa, Max Verstappen, que largou em quinto, escapou totalmente da pista, passou pela grama e quase atingiu o muro antes de retornar, e ainda voltou à frente de George Russell, em quarto lugar. De acordo com o artigo 33.3 do regulamento da FIA, um piloto não pode sair da pista e obter uma “vantagem duradoura”.
O artigo define que a pista é delimitada pelas linhas brancas em suas bordas. Sair da pista significa não ter nenhuma das quatro rodas sobre a linha branca ou sobre as zebras (que não são consideradas parte da pista). Quando isso acontece, os comissários analisam se houve ganho de vantagem sobre outro piloto.
Se um piloto ultrapassa por fora da pista, ele deve devolver a posição, a menos que tenha sido forçado para fora ou tenha saído para evitar uma colisão. Caso não devolva a posição, o piloto deve receber uma penalização de tempo, o que pode resultar em perda de colocações.

Verstappen chegou a ser investigado, mas não foi penalizado. A FIA declarou que “não havia ação necessária”. Questionado sobre o assunto, Russell se mostrou confuso:
O Max foi completamente parar na grama, e uma das Ferraris fez a mesma coisa. Eu não entendo.
Depois, ele acrescentou:
Tenho dificuldade em entender como três pilotos conseguem cortar a pista e continuar sem nenhuma penalidade. Na vida, se você pode arriscar tudo sem consequências, você faz isso. Mas acaba punindo quem está pilotando corretamente.
Verstappen também foi questionado sobre o fato de ter saído da pista mais de uma vez e não ser punido. Sua resposta foi curta:
Não é problema meu.
Poucas voltas depois, Verstappen tentou ultrapassar Hamilton, e Russell aproveitou a disputa para tentar passar os dois. No entanto, Verstappen saiu da pista novamente, e Hamilton precisou ir para a grama para evitar uma colisão. O britânico voltou à pista em terceiro lugar, sua posição original antes da tentativa de ultrapassagem.
A FIA abriu duas investigações: uma por possível colisão entre Hamilton e Verstappen, que foi descartada, e outra por ganho de vantagem ao sair da pista. Hamilton acabou sendo punido com 10 segundos por violar o artigo 33.3, o que o fez perder o que seria seu primeiro pódio pela Ferrari.
Após a corrida, Hamilton expressou frustração com a conduta da FIA:
Fico muito decepcionado com o órgão gestor e seus dois pesos e duas medidas. Mas é assim mesmo, né? Vou seguir em frente e continuar tentando.
Fernando Alonso, que abandonou a prova por problemas nos freios, também criticou a falta de consistência da FIA:
Acho que alguns carros foram direto nas curvas 2 e 3 e depois se juntaram uns três ou quatro na minha frente. É um pouco injusto. Eu poderia ter feito o mesmo, mas é a segunda corrida consecutiva em que, na primeira volta, a FIA simplesmente olha para o outro lado.
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