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Após nova regra de candidatura imposta pelo próprio Sulayem, ele se torna o único possível candidato nas eleições.
22 de Out, 2025 • 6 mêss atrás
As eleições para presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) devem acontecer em 12 de dezembro deste ano. No entanto, devido às diversas complexidades do novo regulamento, vários candidatos que demonstraram interesse no cargo não puderam se candidatar por não se encaixarem nas novas diretrizes.
Entre eles está Carlos Sainz Sênior, pai do piloto da Williams, Carlos Sainz Júnior, que havia demonstrado interesse em concorrer à presidência da FIA, mas teve sua candidatura barrada por uma mudança nas regras.
Mohammed Ben Sulayem é presidente da FIA desde 2021 e já implementou diversas regras controversas na Fórmula 1 desde então. Ele não é uma figura popular entre pilotos, equipes e fãs do esporte devido ao seu comportamento considerado controlador.
Sulayem já proibiu os pilotos de expressarem opiniões políticas, religiosas e pessoais, além de restringir o uso de palavrões, o que poderia resultar até em multas. Também tentou fazer com que a transmissão dos rádios durante as corridas fosse cortada caso os pilotos insistissem nesse tipo de linguagem. Foi justamente por esse tipo de postura que o GPDA, sindicato dos pilotos da Fórmula 1, voltou à ativa.
Para garantir sua reeleição, Sulayem criou uma nova regra: agora todos os candidatos à presidência da FIA devem apresentar uma lista com seis possíveis vice-presidentes, cada um representando uma das regiões globais de atuação da federação.
No entanto, é aí que a reeleição se torna praticamente garantida para Sulayem: atualmente, existe apenas uma representante da FIA na América do Sul, Fabiana Ecclestone, que já declarou publicamente seu apoio a ele. Com isso, qualquer outro candidato fica impossibilitado de completar a lista exigida, tornando inviável uma candidatura alternativa.
Até recentemente, Sulayem tinha dois opositores nas eleições: Tim Mayer, ex-comissário principal da Fórmula 1, e Laura Villars, piloto suíça. Porém, após a mudança no regulamento, Mayer retirou sua candidatura e criticou abertamente a nova regra:
Desta vez, não haverá eleição. Não haverá debate de ideias, nem comparação de visões, nem escrutínio da liderança. Haverá apenas um candidato, o atual, e isso não é democracia. É a ilusão de democracia.
Já Villars acionou sua equipe jurídica para questionar a legalidade da mudança. Ela alega que a nova regra contraria o estatuto da FIA e precisa ser revista:
As alterações feitas ao longo do ano no processo levantam questões legítimas sobre sua conformidade com as regras da FIA. Esses pareceres confirmam que diversas modificações contrariam os estatutos e precisam ser revistas.
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