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Após saída inesperada da Red Bull, todas as equipes ligadas a Horner negaram rapidamente os rumores de contrato
10 de Out, 2025 • 6 mêss atrás
Christian Horner foi o chefe de equipe com o mandato mais longo da Fórmula 1 moderna. Ele esteve à frente da Red Bull Racing de 2005 até a primeira metade de 2025, liderando a equipe durante os quatro títulos mundiais de Sebastian Vettel, período marcado pelo famoso “multi-21” e pela rivalidade interna entre Vettel e Mark Webber, e também pelos quatro campeonatos conquistados por Max Verstappen.
Apesar da aparência de um trabalho bem-sucedido, os bastidores da equipe já não eram tão harmoniosos há algum tempo. Com o foco totalmente voltado a Verstappen, Horner fazia com que a Red Bull negligenciasse qualquer outro piloto que não fosse o holandês.
Isso começou com Daniel Ricciardo, que chegou à equipe antes de Verstappen e acabou saindo para a Renault (atual Alpine) ao perceber que não teria espaço para crescer nem apoio em uma possível luta por título.
A história se repetiu com Pierre Gasly, que assumiu o lugar de Ricciardo, mas não recebeu tempo suficiente para se adaptar ao carro e logo foi rebaixado à AlphaTauri (atual Racing Bulls), com o novato Alex Albon ocupando seu lugar em 2019. Albon também não teve tempo de adaptação à Red Bull, nem à própria Fórmula 1, já que Horner esperava resultados imediatos e comparáveis aos de Verstappen, impondo uma pressão excessiva sobre o estreante.
Em seguida, Albon foi substituído por Sergio Pérez, o piloto que mais se manteve estável ao lado de Verstappen nos últimos anos. Pérez fez um ótimo trabalho de equipe, frequentemente ajudando o companheiro, mas durante a temporada de 2024 perdeu rendimento rapidamente. Ao reclamar de problemas no carro, foi ignorado pela equipe e acabou sendo criticado nas redes sociais como um piloto “velho” e “sem ritmo”, acusado de ocupar o espaço de outros nomes emergentes.
No fim da temporada de 2024, Pérez teve seu contrato rescindido por “falta de performance” e foi substituído por Liam Lawson, que durou apenas duas corridas na Red Bull antes de ser rebaixado para a Racing Bulls. Em seu lugar entrou Yuki Tsunoda, que também enfrentou enorme pressão ao ser colocado como companheiro de Verstappen.
O que se repetiu ao longo desses anos foi um padrão claro: Horner e a Red Bull priorizaram exclusivamente Verstappen, desenvolvendo carros 100% adaptados ao seu estilo de pilotagem e ignorando a necessidade de um segundo piloto competitivo. Em vez de entender por que o outro lado da garagem não rendia, Horner costumava culpar o piloto e buscar uma substituição rápida, criando uma bola de neve que impediu qualquer segundo piloto de realmente se adaptar ao time.
Além disso, em 2024, Horner foi denunciado por uma funcionária da Red Bull por assédio. Mesmo com um drive contendo diversas evidências, o caso foi abafado pela equipe, e a funcionária acabou demitida após fazer a acusação. Hoje, já fora da Red Bull, Horner ofereceu uma quantia de 3 milhões de libras à ex-funcionária pelo que havia feito na época, em troca da retirada da acusação.
O jornalista Ralf Bach afirmou que essa movimentação de Horner para tentar um acordo tem como objetivo facilitar seu retorno à Fórmula 1 o quanto antes:
Está claro por que Horner está fazendo isso. Ele quer evitar o julgamento, porque no momento está procurando um emprego, talvez até já tenha algo encaminhado.
Após sua saída definitiva da equipe, Horner foi ligado à Ferrari como possível substituto de Fred Vasseur, rumor que foi rapidamente negado por uma fonte oficial em Maranello. Em seguida, surgiram especulações de que ele iria para a Alpine, trabalhar ao lado de Flavio Briatore, mas isso também foi prontamente negado pelo próprio Briatore. Ambas as equipes afirmaram não ter interesse em trabalhar com Horner.
Na época em que esses rumores surgiram, Horner ainda não estava totalmente desligado da Red Bull, apenas afastado enquanto as partes negociavam um acordo. Agora, sua saída foi formalizada mediante um acerto de 52 milhões de libras, valor menor do que ele originalmente teria direito, mas com a garantia de que poderá voltar a trabalhar em outra equipe da Fórmula 1 a partir do segundo semestre de 2026.
Desde o anúncio de que Horner está oficialmente livre no mercado, surgiram mais dois rumores: um possível cargo de chefe de equipe na Haas, já negado, e outro na Aston Martin, onde ele foi vetado diretamente pelo dono da equipe, Lawrence Stroll. Mais uma vez, ambas as equipes reforçaram que não têm interesse em trabalhar com o ex-Red Bull.
Porém, agora, em meio à crise que a Ferrari atravessa, a equipe italiana parece reconsiderar a decisão de não ter negociado com Horner meses atrás. John Elkann, CEO da Ferrari, deseja substituir Fred Vasseur após diversas tentativas frustradas de trazer resultados consistentes à equipe.
De acordo com o jornalista Ralf Bach, do portal alemão F1-Insider, Elkann quer Horner no comando da escuderia. No entanto, Bach ressalta que a Ferrari também tem interesse em contratar Max Verstappen em algum momento, e que, se trouxer Horner para dentro da equipe, as chances de contar com Verstappen no futuro se tornariam praticamente nulas.
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